Um estudo publicado pelo "Journal of Epidemiology and Community Health"mostrou que manter relações sexuais de uma a duas vezes por semana diminui pela metade o risco de Infarto Miocárdico. E não aumenta o risco de Acidentes Vasculares Cerebrais.
Dedicado a explicações sobre vários temas médicos, além de discutir a situação da Medicina como profissão, sob o aspecto político, social, econômico e educacional.
sábado, 17 de setembro de 2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Circulando na Net
Recebi em meu e-mail um texto do Dr. Dwight, que alega não ser o colesterol um fator importante para a produção de doenças vasculares, mas sim, a inflamação.
As lesões vasculares ateroscleróticas tem como causa múltiplos fatores, sendo um deles as altas taxas de colesterol. Há tantas nuances na produção destas lesões que a Medicina ainda não descobriu uma série delas. É fato que a inflamação e o potencial oxidativo têm um papel importante, mas outros também ! Esta visão de que somente a inflamação é importante, é monocular e simplista demais. Se desta forma fosse, como explicaríamos recentes estudos que demonstram que a maioria dos anti-inflamatórios não hormonais, se usados de forma indiscriminada e crônica, aumentam em mais de 2 vezes o risco de Infarto, AVC e morte ? (www.theheart.org; http://www.theheart.org/article/1253349.do; http://www.theheart.org/article/1223565.do )
O médico em questão aponta uma série de erros alimentares e que, apesar de tratarmos eficazmente a hipercolesterolemia, estamos perdendo a "guerra" contra os eventos cardiovasculares. Uma das coisas que eu sempre levo em questão em qualquer estudo e pesquisa médica é o universo em que esta foi realizada. Se pegarmos a realidade norteamericana, vemos que mais de 70% da população tem sobrepeso, com altas taxas de sedentarismo e uma alimentação que, convenhamos, não tem nada de exemplar. Assim, mesmo controlando o colesterol, é muito claro que estes outros fatores, por mecanismos nem sempre muito elucidados frente a ciência atual, são preponderantes em elevar o número de cidadãos estadunidenses que estão padecendo de doenças cardiovasculares.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Mulheres, Menopausa e Risco Cardiovascular
A idéia de longa data que as mulheres são protegidas de doenças do coração antes da menopausa é provavelmente falsa. Envelhecimento por si só explica o número crescente de mortes por doenças cardiovasculares entre as mulheres quando ficam mais velhas. A menopausa claramente desempenha um papel em outras doenças para as mulheres, por exemplo , a taxa de mortalidade de câncer de mama desacelera na menopausa, provavelmente devido às alterações hormonais. As implicações: uma abordagem mais intensiva deve ser tomada em mulheres mais jovens com fatores de risco cardiovasculares.
Sobrevida e Qualidade de Vida com o Consumo de Bebidas Alcoólicas
Um estudo de duas instituições de saúde pública australianas (University’s Priority Research Centre for Gender, Health and Ageing e Hunter Medical Research Institute’s (HMRI) Public Health Program) , que utilizou 12.432 mulheres idosas em 6 anos, demonstrou que o moderado consumo diário de bebidas alcoólicas ( 1-2 taças de vinho ou equivalente) por mulheres idosas, está associado a uma maior sobrevida e melhor qualidade de vida. As mulheres que não consumiam bebidas tiveram menor sobrevida. O benefício permanecia mesmo em mulheres mais idosas. Contudo, a pesquisa não foi concebida para prover dados para que mulheres que não bebem devam passar a fazê-lo.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Cacau, Chocolate e Saúde Cardiovascular
Os conceitos na Medicina muitas vezes são mutáveis. Isto é válido para o consumo de chocolate e dos derivados do cacau.
Um estudo de metanálise da Universidade de Cambridge, Ingl., publicado no último 29 de agosto, avaliando 7 estudos de coorte, mostra que, nestes ensaios, o maior consumo de chocolate estava associado a uma redução de 37% nas doenças cardiovasculares e de 29% nos Acidentes Vasculares Cerebrais.
Esta pesquisa tem, contudo, dois problemas mais evidentes: não consegue determinar exatamente qual a quantidade de chocolate e derivados que está associada aos benefícios e não é um estudo longitudinal.
O mérito desta metanálise reside na desmitificação de que o colesterol contido no cacau é mais prejudicial que seus polifenóis. Estes têm, não só efeitos antioxidantes in vitro, mas agora também parecem ser protetores do sistema vascular.
Óbvio é que, por enquanto, as recomendações devem serem feitas com certa cautela em relação às quantidades e freqüência da ingesta dos derivados do cacau. Estudos de seguimento necessitam ser realizados para dirimir tais questões.
Um estudo de metanálise da Universidade de Cambridge, Ingl., publicado no último 29 de agosto, avaliando 7 estudos de coorte, mostra que, nestes ensaios, o maior consumo de chocolate estava associado a uma redução de 37% nas doenças cardiovasculares e de 29% nos Acidentes Vasculares Cerebrais.
Esta pesquisa tem, contudo, dois problemas mais evidentes: não consegue determinar exatamente qual a quantidade de chocolate e derivados que está associada aos benefícios e não é um estudo longitudinal.
O mérito desta metanálise reside na desmitificação de que o colesterol contido no cacau é mais prejudicial que seus polifenóis. Estes têm, não só efeitos antioxidantes in vitro, mas agora também parecem ser protetores do sistema vascular.
Óbvio é que, por enquanto, as recomendações devem serem feitas com certa cautela em relação às quantidades e freqüência da ingesta dos derivados do cacau. Estudos de seguimento necessitam ser realizados para dirimir tais questões.
Cálcio, Vitamina D e Risco Cardiovascular
A suplementação de cálcio e vitamina D pode aumentar o risco de Infarto e de AVC ("derrame"). Dados recentes (BMJ, Abril/11) mostram tendências de elevação destes eventos em mulheres que os usam para tratamento de osteoporose. Sua utilização deve ser muito mais criteriosa, sob o ponto de vista médico-terapêutico, e recomenda-se que sejam usados em casos onde a dieta e o uso dos raios solares não forem suficientes.
Abrahamsen B, Sahota O. Do calcium plus vitamin D supplements increase cardiovascular risk? BMJ 2011; doi10.1136/bmj.d2080.
Bolland MJ, Avenell A, Baron JA, et al. Effect of calcium supplements on risk of myocardial infarction and cardiovascular events: Meta-analysis. BMJ 2010; 341:c3691
Bolland MJ, Grey A, Avenell A, et al. Calcium supplements with or without vitamin D and risk of cardiovascular events: reanalysis of the Women's Health
Initiative limited access dataset and meta-analysis. BMJ 2011; DOI: doi:10.1136/bmj.d2040
Abrahamsen B, Sahota O. Do calcium plus vitamin D supplements increase cardiovascular risk? BMJ 2011; doi10.1136/bmj.d2080.
Bolland MJ, Avenell A, Baron JA, et al. Effect of calcium supplements on risk of myocardial infarction and cardiovascular events: Meta-analysis. BMJ 2010; 341:c3691
Bolland MJ, Grey A, Avenell A, et al. Calcium supplements with or without vitamin D and risk of cardiovascular events: reanalysis of the Women's Health
Initiative limited access dataset and meta-analysis. BMJ 2011; DOI: doi:10.1136/bmj.d2040
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
DIETA para HIPERTENSÃO ARTERIAL
Alimentos e substâncias a serem evitados:-Sal, temperos prontos com sal;
-Temperos e alimentos industrializados:
caldos de carne e outros caldos concentrados industrializados, ketchup, molho inglês, molho de soja ou soyo, molho de tomate e massa de tomate enlatados e outros;
-Feijoada, carne seca, bacon ou toucinho defumados, outras carnes salgadas, peixes secos e salgados;
-Embutidos: paio, linguiças, salsichas, mortadela, salames, presuntos e outros;
-Patês industrializados;
-Queijos: provolone. parmesão, gorgonzola, roquefort, cheddar;
-Carnes e vegetais enlatados, incluindo pickles e conservas industrializadas;
-Salgadinhos: amendoim salgado, pipoca com sal, batatinhas e outros;
-Sopas prontas e industrializadas;
-Álcool em excesso e substâncias estimulantes: café ou cafeína em excesso, guaraná em pó e similares, "energizantes" ("Red Bull" e similares);
Recomendações Importantes:
-Dar preferência a carnes magras, peito de frango e peixes de água doce (pintado, dourado);
-Substituir o sal de cozinha por temperos naturais como louro, cebolinha, alho, suco de limão, salsa, pimenta e vinagre;
-Usar margarinas sem sal e ricas em fitosteróis;
-Ingerir maior quantidade de grãos e fibras;
-Dar preferência a bolachas e pães doces ou sem sal;
-Observar nos rótulos dos alimentos a quantidade de sódio e preferir alimentos pobres neste item;
-Preparar as refeições com o mínimo de sal possível;
-Quando usar adoçantes, preferir o aspartame, a sucralose ou a estévia;
-Sempre procurar emagrecer;
-Fazer atividade física regular recomendada por seu médico.
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