segunda-feira, 22 de outubro de 2012

DEPRESSÃO

Depressão, um excesso de conectividade?


Imagens mostram como o córtex frontal (região em vermelho) de pessoas com depressão (à esquerda) é mais fortemente conectado ao resto do cérebro quando comparado com pessoas saudáveis (à direita)

Há dois meses, foi publicada uma matéria na revista Scientific American que sugeria o seguinte: o cérebro das pessoas depressivas seria mais “conectado” do que o de pessoas saudáveis. Sabe-se que as pessoas com depressão costumam ter problemas de concentração, ansiedade e memória, mas o artigo foi além e declarou que tais  problemas teriam ligação com um excesso de sinais trocados entre as áreas relacionadas à concentração, humor e pensamento consciente.
Nessa linha, pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles usaram imagens de ressonância magnética funcional e eletroencefalografia para medir a atividade cerebral de pacientes deprimidos em repouso. Eles descobriram, nessas pessoas examinadas, uma enxurrada de mensagens neurais entre as áreas corticais límbicas (responsáveis por produzir e processar as emoções). Pessoas saudáveis também apresentam essa conexão, mas não de forma tão ativa. Para os pesquisadores, tais sinais podem amplificar os pensamentos negativos dos deprimidos, agindo como um ruído que os impede de prestar atenção às mensagens neurais positivas – aquelas que lhes dizem para seguir em frente.
Outro trabalho, feito pelo psiquiatra Shuqiao Yao da Central South University, na China, e publicado em abril na Biological Psychiatry, revelou de maneira inversa que pessoas propensas a ficarem repetindo continuamente pensamentos negativos apresentam conexões mais fortes entre certos circuitos córtico-límbicos. Por outro lado, menor conectividade em outros desses circuitos corresponde à perda de memória autobiográfica, que é outra coisa comum na depressão.
Por fim, um estudo publicado também este ano na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos EUA, trouxe outro achado importante nesse sentido: a terapia eletroconvulsiva, (antes conhecida como terapia de choque) realmente alivia os sintomas da depressão e diminui as conexões na região cerebral onde os sistemas cortical e límbico se cruzam.
Ainda não se sabe com certeza se a hiperconectividade entre essas áreas cerebrais é causa ou efeito da depressão. Mas tudo indica que esse pode ser um bom alvo para o desenvolvimento de novas drogas e tratamentos.
Fonte: http://super.abril.com.br/home/

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

FINALMENTE PROIBIDOS !!!

A ANVISA, após mais de 1 ano de debates, finalmente tirou de circulação os anorexígenos derivados de afentaminas. As substâncias Femproporex, Amfepramona e Mazindol, em todos países desenvolvidos e em grande parte de outros, já não eram mais comercializadas, devido às políticas sérias de saúde. As indústrias farmacêuticas, com a venda destes produtos, lucraram muito às custas dos cidadãos brasileiros. O que não contavam, para nosso prejuízo, é o mal que elas podiam produzir.
Convenhamos, todos os medicamentos possuem efeitos colaterais. Este grupo de substâncias, todavia, tinha em comum efeitos sérios e potencialmente muito prejudiciais à saúde. Psicose, dependência química, esquizofrenia, infartos cerebrais, fibrose pulmonar irreversível, infarto miocárdico, hipertensão sistêmica e pulmonar, arritmias cardíacas, por vezes fatais e com morte súbita, além de outros. Pior: não existe, até hoje, nenhuma evidência clínica e cientifica que estas drogas tinham efeito benéfico sobre a doença da obesidade. Elas produziam um efeito epidemiologicamente discreto e sem impacto sobre a morbi-mortalidade. Também nunca se observou um efeito sustentado: parando o medicamento, iniciava-se o "efeito sanfona".
Fato que me causa maior repúdio é o Conselho Federal de Medicina defender a manutenção destas substâncias no mercado nacional. A quem ele tende favorecer ? Com certeza, não à população.Há cerca de 16 milhões de pacientes consumindo estes derivados. Imaginam o prejuízo financeiro das indústrias ? Isto sem contar que praticamente extinguir-se-á a "indústria do emagrecimento estético", ganha-pão de muitos colegas que se especializaram nisto.
Portanto, só posso parabenizar a ANVISA, me orgulhando que, mesmo tardiamente, o país com este passo, parece estar tornando-se mais maduro. Do outro lado, lastimo a atitude do Conselho Federal de Medicina, porque deveria ser mais técnico, científico, ou na medicina séria se basear, antes de despir-se na mídia defendendo medicações que não têm nenhum sentido terapêutico.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Paternidade e Risco Cardiovascular

Um estudo patrocinado pelo governo norteamericano, por várias universidades e pela AARP, foi publicado no último Journal of Human Reproduction.
Este estudo demonstrou que a paternidade está relacionada a uma redução de 17% na mortalidade cardiovascular, isto é, homens que têm filhos estão menos sujeitos a morrerem por causas cardiovasculares.
Estudos prévios já sugeriam que ser casado, ter muitos amigos e até possuir um cachorro, podem reduzir o risco de morrer por causas cardíacas e vasculares.
As causas deste efeito, contudo, ainda não estão esclarecidas.



Artrite e Reumatismo

Publicado na revista do American College of Rheumatology, uma pesquisa recente da Duke University revelou que o exercício físico por si promove uma melhora dos casos de artrite, independentemente da perda de peso.
Observaram, experimentalmente em ratos, que a inatividade piorava os casos de inflamação articular e que a atividade física promovia sua melhora. Esta era mediada pela diminuição da reposta inflamatória e melhor manuseio da glicose sistêmica.
Os efeitos benéficos foram mantidos mesmo nos ratos em que se mantinha uma dieta rica em gorduras.
Os autores concluíram que o exercício é um efeito muito importante como mediador da melhora inflamatória articular e que o excesso de peso, por si, provavelmente atua como causador de inatividade.
As relações entre a  atividade física e a obesidade ainda permanecem sob investigação. Muito não se conhece sobre os efeitos do exercício na gordura corporal. Sabe-se que, apesar do volume ser o mesmo, a gordura de quem faz atividade é diferente da dos sedentários.
Este pesquisa foi patrocinada pelo National Institutes of Health (NIH- equivalente ao Min. da Saúde do país) e pela Arthritis Foundation, o que demonstra a importância destes achados e a seriedade do estudo.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

21 de Setembro

Hoje, 21 de setembro de 2011, haverá a paralisação do atendimento médico a certos convênios.
Finalmente, as associações e entidades que representam o médico resolveram mobilizar a comunidade. Pasmem: de 1994 ao início de 2011, recebemos R$ 8,00 (oito) reais de reajuste dos planos de saúde. Somente a Petrobrás apresentou um ajuste melhor, porém ainda insuficiente. Isto representa MENOS DE CINQÜENTA CENTAVOS de acréscimo/ano !!!! Piada ??? Não, infelizmente. O problema maior é que, da mobilização até seus possíveis resultados, vai levar mais tantos meses, e o que os médicos pretendem ainda é muito menos do que deveria ser o reajuste real !! Muito infeliz e lamentável o que o Governo deste país deixa acontecer com  os profissionais de saúde.
Pior: os membros do legislativo têm a coragem de propor a discussão de um meio para financiar a Saúde Pública, que não a CPMF, imposto que estão ansiosíssimos para reinstituir. Que tal reduzirem os aumentos dos parlamentares e funcionários da câmara e do senado para o mesmo patamar que os médicos receberam nestes últimos 17 anos ??

Análise dos Fios de Cabelo não é Confiável

Certas referências proclamam que a análise do fio de cabelo é um método útil e confiável para se averiguar problemas de saúde e carência vitamínica. Mas não é ! Muitos fatores, da poluição ao tipo de xampu, podem alterar os resultados.
Embora a análise do cabelo possa ser útil para detectar algumas substâncias tóxicas como chumbo e arsênico, os achados podem ser inconsistentes e variados.
A "American Medical Association"  é contra o exame do cabelo com a finalidade de definir condutas e tratamentos.


Ref.: Louise Chang, MD. http://www.webmd.com/louise-chang

Um Efeito Colateral Desagradável



Grupos de Medicações que mais comumente podem causar queda de cabelos como efeito colateral:
- anticoagulantes e antitrombóticos;
- medicações para redução de colesterol;
- antidepressivos;
- drogas antinflamatórias;
- antibióticos;
- pílulas anticoncepcionais;
- medicações para a menopausa.




Ref.: Louise Chang, MD. http://www.webmd.com/louise-chang