quarta-feira, 21 de setembro de 2011

21 de Setembro

Hoje, 21 de setembro de 2011, haverá a paralisação do atendimento médico a certos convênios.
Finalmente, as associações e entidades que representam o médico resolveram mobilizar a comunidade. Pasmem: de 1994 ao início de 2011, recebemos R$ 8,00 (oito) reais de reajuste dos planos de saúde. Somente a Petrobrás apresentou um ajuste melhor, porém ainda insuficiente. Isto representa MENOS DE CINQÜENTA CENTAVOS de acréscimo/ano !!!! Piada ??? Não, infelizmente. O problema maior é que, da mobilização até seus possíveis resultados, vai levar mais tantos meses, e o que os médicos pretendem ainda é muito menos do que deveria ser o reajuste real !! Muito infeliz e lamentável o que o Governo deste país deixa acontecer com  os profissionais de saúde.
Pior: os membros do legislativo têm a coragem de propor a discussão de um meio para financiar a Saúde Pública, que não a CPMF, imposto que estão ansiosíssimos para reinstituir. Que tal reduzirem os aumentos dos parlamentares e funcionários da câmara e do senado para o mesmo patamar que os médicos receberam nestes últimos 17 anos ??

Análise dos Fios de Cabelo não é Confiável

Certas referências proclamam que a análise do fio de cabelo é um método útil e confiável para se averiguar problemas de saúde e carência vitamínica. Mas não é ! Muitos fatores, da poluição ao tipo de xampu, podem alterar os resultados.
Embora a análise do cabelo possa ser útil para detectar algumas substâncias tóxicas como chumbo e arsênico, os achados podem ser inconsistentes e variados.
A "American Medical Association"  é contra o exame do cabelo com a finalidade de definir condutas e tratamentos.


Ref.: Louise Chang, MD. http://www.webmd.com/louise-chang

Um Efeito Colateral Desagradável



Grupos de Medicações que mais comumente podem causar queda de cabelos como efeito colateral:
- anticoagulantes e antitrombóticos;
- medicações para redução de colesterol;
- antidepressivos;
- drogas antinflamatórias;
- antibióticos;
- pílulas anticoncepcionais;
- medicações para a menopausa.




Ref.: Louise Chang, MD. http://www.webmd.com/louise-chang

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Atorvastatina e Redução da Mortalidade

O estudo ASCOT-LLA, apresentado no Congresso Europeu de Cardiologia de 2011, mostrou que 10 mg. de atorvastatina ao dia reduz em 14% a mortalidade, sobretudo para as causas não cardiovasculares.
Esta pesquisa foi realizada com um vasto número de pacientes e durante 8 anos. 
Os autores averiguaram que esta diminuição global da mortalidade foi devida, curiosamente, à redução em 36% de mortes por infecções e doenças respiratórias. Estudos pré-clínicos vêm mostrando que as estatinas modulam a função neutrofílica, reduzem a liberação de citocinas pró-inflamatórias, melhoram a função vascular, têm propriedades antitrombóticas e melhoram a recuperação em pneumonias e sepsis. Resultados de outras pesquisas observacionais evidenciam que o uso prévio de estatinas também reduz a mortalidade por septicemia.
Esta curiosa observação deve ser tomada sob cautela. Os achados foram de um subgrupo do estudo maior e, até que sejam confirmados por outros trabalhos, não suportam a indicação indiscriminada do uso de estatinas para pacientes que não tenham dislipidemia.

domingo, 18 de setembro de 2011

Associação entre Proteínas e o Risco de Desenvolvimento de Diabets tipo II

Há muito existe um mito popular que o alto consumo de açúcares e derivados podem desencadear o aparecimento do Diabetes.
Um estudo realizado na Universidade de Lund, Suécia, apresentado no Congresso da Associação Européia para o Estudo do Diabetes de 2011, demonstrou que isto é incorreto. Na realidade, o maior consumo de pães ricos em fibras e cereais mostrou ter um efeito protetor, com redução do aparecimento desta doença. A ingesta de maior quantidade de carboidratos não teve interferência no surgimento da enfermidade.
Dietas ricas em proteínas são indicadas para redução de peso e controle da glicemia a curto prazo. Nesta pesquisa, ela foi implicada num maior risco para o aparecimento do Diabetes, com cerca de 37% de aumento da incidência. Isto parece ser um paradoxo. Na conclusão do estudo, os responsáveis recomendam que estes dados devem ser tomados com cautela e que não há subsídios suficientes para recomendação desta ou daquela dieta, mas que estes dados deixam um alerta.
O moderador da apresentação no congresso coloca, pertinentemente, que a pesquisa tem certas limitações. A dieta rica em proteínas pode ter interferência em distúrbios metabólicos e no aparecimento do Diabetes tipo II por aumentar o potencial inflamatório sistêmico. Por outro lado, ela facilita a redução e manutenção do peso, efeitos que podem contrabalançar o baixo grau de inflamação. 
Olhando para o estudo como um todo, parece que a ingestão de uma dieta pobre em gordura e rica em fibras vegetais, é benéfica. Já outro ensaio clínico deste mesmo ano demonstra que uma dieta rica em vegetais e folhas verdes reduz o surgimento do Diabetes. Quanto às proteínas, outros estudos devem ser realizados para melhores conclusões.

sábado, 17 de setembro de 2011

Saúde e Sexo

Um estudo publicado pelo "Journal of Epidemiology and Community Health"mostrou que manter relações sexuais de uma a duas vezes por semana diminui pela metade o risco de Infarto Miocárdico. E não aumenta o risco de Acidentes Vasculares Cerebrais.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Circulando na Net

       Recebi em meu e-mail um texto do Dr. Dwight, que alega não ser o colesterol um fator importante para a produção de doenças vasculares, mas sim, a inflamação.
          As lesões vasculares ateroscleróticas tem como causa múltiplos fatores, sendo um deles as altas taxas de colesterol. Há tantas nuances na produção destas lesões que a Medicina ainda não descobriu uma série delas. É fato que a inflamação e o potencial oxidativo têm um papel importante, mas outros também ! Esta visão de que somente a inflamação é importante, é monocular e simplista demais. Se desta forma fosse, como explicaríamos  recentes estudos que demonstram que a maioria dos anti-inflamatórios não hormonais, se usados de forma indiscriminada e crônica, aumentam em mais de 2 vezes o risco de Infarto, AVC e morte ? (www.theheart.org; http://www.theheart.org/article/1253349.do; http://www.theheart.org/article/1223565.do )
O médico em questão aponta uma série de erros alimentares e que, apesar de tratarmos eficazmente a hipercolesterolemia, estamos perdendo a "guerra" contra os eventos cardiovasculares. Uma das coisas que eu sempre levo em questão em qualquer estudo e pesquisa médica é o universo em que esta foi realizada. Se pegarmos a realidade norteamericana, vemos que mais de 70% da população tem sobrepeso, com altas taxas de sedentarismo e uma alimentação que, convenhamos, não tem nada de exemplar. Assim, mesmo controlando o colesterol, é muito claro que estes outros fatores, por mecanismos nem sempre muito elucidados frente a ciência atual, são preponderantes em elevar o número de cidadãos estadunidenses que estão padecendo de doenças cardiovasculares.